Dia 4

A porta é branca e a maçaneta está um pouco enferrujada. Dentro da casa, na sala de paredes brancas, o fim de tarde desenha figuras iluminadas e disformes. Deixa fluir a respiração, o corpo dança desajeitado com os pés descalços sentindo o piso frio. Senta-se no sofá e suspira. Sorri. O vendedor de pães passa, os cães latem, continua aguardando sem expectativas. No exato instante da chegada, rangem os portões. Vai chegando cada vez mais perto enquanto a noite já adentrou completamente. Talvez haja algum prazer.

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