Dia 5

Em pleno fim de tarde encontra-se frente a frente com a porta branca, prestes a abri-la. Na sala quase não se vê mais as figuras pintadas pelo sol. Pouco ouve a respiração. O chão está mais frio que ontem. Sentado no sofá, recosta a cabeça, suspira e depois sorri levianamente. Cantam na rua, latem na rua, batem palmas na rua, mas dentro apenas aguarda sem ter nada no coração. A chegada é anunciada pelos sons metálicos. Um passo após o outro, como ponteiros de relógio, até que a presença torna-se quase física. A maçaneta enferrujada vibra. A noite deve estar bonita, embora o vento sibile.

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