Dia 6

Já no último degrau a tarde morre. Atrás da porta mora a triste escuridão. Nada mais desenhado. Respira em silêncio. Chão gelado. Suspira. Sussurra. Latido longínquo. Tosse. Do alto da cabeça observa o sofá e a fraca luz que entra pelas frestas, tudo muda pois ligam a luz do poste, amarela, solar. Caminha na vaguidão, a sala, um corredor, um quarto, um lavabo, por entre os cômodos segue para o coração. O portão range preguiçoso. Pensa ter escutado a maçaneta. Vai até uma janela lateral. Noite cinza. Brisa áspera. Deleite. Aquelas mãos apertam sua cintura e só é possível sentir.

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