Dia 7

Em frente à casa não encontra as chaves, maravilha-se com a escada noturna, a porta branca entreaberta, atravessa e respira no silêncio. Demora a acender as luzes, o piso frio é iluminado por algo distante. Latidos ecoam na sala e finalmente, desperta do transe e vai até o interruptor. Peregrina pela casa inteira, descortinando o que lhe parecia mundano, enxergando através de sofás, estantes e espelhos o âmago. Desponta da janela uma outra paisagem e deixa-se levar pela brisa e os minutos demoram a passar. Em nenhum momento ouve o portão de ferro e os passos na escada. Gostaria de ter aquelas mãos em si, a cobrir o corpo como um todo, até o fim dos dias.

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