Presente

No ônibus, passando por uma das ruas do Centro, vi a porta de um alfaiate e, o terno em exposição ficou gravado em minha memória. Isso foi bem rápido, porque em seguida o farol abriu e todos nós continuamos o rumo. Dias depois, com essa imagem ainda intacta, eu estava no meu quarto, arrumando as minhas duas caixas e encontrei uma cadernetinha. Essa coisinha meio velha e carcomida não era familiar. Deixei em cima da cama. Fui jantar. Na volta decidi ver o que afinal havia nesse objetinho intruso. Não era um caderninho, era um álbum. A primeira foto era de um homem e de uma mulher, as cores desbotadas e as bordas amareladas. Papai e mamãe. Era um presentinho dela para mim. Meu pai estava vestindo um terno, igual ao que vi na porta do alfaiate.

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